Release
A FADA AZUL E A ARCA DE NOÉ é um espetáculo lúdico e educativo.
Destinado para a primeira infância, o espetáculo tem como mote: “Noé, sua arca e os animais que lá estavam”.
Com músicas de Vinícius de Moraes, a Fada Azul, auxiliada por duas fadinhas aprendizes, a fada rosa e a fada verde, contam a história bíblica de Noé.
Num cenário com um mar muito azul, as fadas aprendizes se transformam nos casais dos bichos da Arca de Noé, dançando e cantando músicas de Vinícius de Moraes.


Serviço
Estréia: 10 de abril
Temporada: de 10 de abril a 02 de maio de 2010
Teatro: Teatro Clara Nunes
Endereço: Shopping da Gávea, 3º piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea - RJ, Tel: 2274-9696
Datas e horários: sábados e domingos ás 17h
Ingressos à venda na bilheteria do teatro: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia)
Clube do assinante do O GLOBO: 20% de desconto.
Forma de pagamento: Dinheiro
Também pode ser comprado com cartão no www.ingresso.com (American Express, Visa, Aura, Submarino, mastercard e Diners)
E também no ingresso.com Fone 4003-2330

Capacidade: 527 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação: livre


Elenco
Lucianna Martins
Melyssa Almeida
Chimene Bianca


Ficha Técnica
Concepção Texto e Direção: Lucianna Martins
Produção: Lucianna Martins Produções
Cenário e Figurino: Fernando Cardoso
Coreografias: Cristal Félix
Iluminação: Eder Nascimento
Assessoria de Imprensa: AR Comunicação
Fotografia: Estúdio ZERO 5
Programação visual: Ingrid Klein

Metodologia do espetáculo
Para a criação deste espetáculo foi preciso desenvolver uma linguagem teatral destinada a FAIXA ETÁRIA DOS 6 MESES AOS 7 ANOS.
A base para essa criação saiu da pesquisa de autores que trabalham diretamente ou indiretamente com pedagogia ou teatro. Através
do estudo de autores como Paulo Freire e Jean Piaget, a pedagogia para ensinar que os mesmos, de alguma maneira defendem, pode ser
usada para o Teatro. Existem autores no mundo inteiro que já estudaram técnicas de ensino. Autores que trabalham em cima da idéia
de educar para libertar. Para este espetáculo os principais autores estudados foram Vygotsky, Paulo Freire e Piaget.


VIGOTSKY - Existem, pelo menos dois níveis de desenvolvimento identificados por Vygotsky: um real, já adquirido ou formado,
que determina o que a criança já é capaz de fazer por si própria, e um potencial, ou seja, a capacidade de aprender com outra pessoa.

PAULO FREIRE - A pedagogia libertadora, também denominada pedagogia da libertação, faz parte dos postulados centrais de Paulo Freire,
a qual é conhecida e pesquisada em diversas universidades ao redor do mundo. A Pedagogia Libertadora utiliza "temas geradores", ou seja,
os alunos são alfabetizados com as palavras que usam no dia-a-dia, sempre associando o processo de alfabetização com a vida.


PIAGET - Piaget determinou quatro estágios no desenvolvimento da capacidade de raciocínio do indivíduo, que se sucediam até o início da
sua adolescência e correspondiam a sucessivas fases de seu crescimento físico. Essa descoberta tornou-se muito conhecida e fundamental
para a pedagogia, a partir de então.

Ao primeiro estágio chamou Sensório-motor. Ele corresponde aos dois primeiros anos da vida e caracteriza-se por uma forma de inteligência
empírica, exploratória, não verbal. A criança aprende pela experiência, examinando e experimentando com os objetos ao seu alcance,
somando conhecimentos.


No segundo estágio, que ele chamou Pré-operacional, e que vai dos dois anos aos sete anos, os objetos da percepção ganham a representação
por palavras, as quais o indivíduo, ainda criança, maneja experimentalmente em sua mente assim como havia previamente experimentado com
objetos concretos.

No terceiro estágio, dos sete aos doze anos, as primeiras operações lógicas ocorrem e o indivíduo é capaz de classificar objetos conforme
suas semelhanças ou diferenças.

No quarto estágio, dos doze anos até a idade adulta, o indivíduo realiza normalmente as operações lógicas próprias do raciocínio.


Os estágios têm caráter integrativo. As estruturas construídas a um nível dado são integradas nas estruturas do nível seguinte. Por exemplo,
um "esquema de reunião" para condutas como a de um bebê que empilha toquinhos, permanece na criança mais velha que ajunta objetos procurando
classificá-los e mesmo em operações lógicas tais como a reunião de duas classes (os pais mais as mães = todos os pais, etc.). Assim,
o desenvolvimento, por estágios sucessivos, realiza em cada estágio um patamar de equilíbrio. Desde que o equilíbrio seja atingido num ponto,
a estrutura é integrada em um novo equilíbrio em formação, sempre mais estável e de campo sempre mais extenso. A ordem de sucessão das
aquisições é constante, no sentido de que uma característica não aparecerá antes de outra num conjunto de indivíduos, e depois em seqüência
diferente, em outro conjunto.

Este espetáculo em primeira instância, segundo a divisão de Piaget, destina-se ao primeiro e ao segundo estágio do indivíduo. As crianças acima
de 7 anos, terceiro estágio, se divertem e aprendem a fazer esse tipo de teatro em suas casas.
O espetáculo é dividido em 2 blocos


Primeiro bloco
Introdução: aquecimentos calorosos, com beijos e abraços curtos, longos, tímidos, alegres, tristes, envergonhados, derretidos e etc...

História: a história é narrada pelas atrizes que se transformam em personagens da história... A platéia participa.
(Aqui podemos fazer uma comparação com o nível de desenvolvimento potencial, sugerido por Vigotsky, ou seja, a capacidade de aprender com outra pessoa).


Segundo bloco
Contato com os adereços: recreação livre com o material utilizado no espetáculo. As crianças sobem ao palco e aprendem brincando e tocando nos objetos.
(Aqui podemos fazer uma comparação com o nível de desenvolvimento real, sugerido por Vigotsky,que determina o que a criança já é capaz de fazer por
si própria). Nesse momento a criança revive a história por si mesma auxiliada pelas atrizes do espetáculo.

Mais informações no site: www.teatroparabebes.com.br