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Lucianna Martins por Anna Luiza Guimarães

Formada em direção teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em interpretação pelo Centro de Artes da Laranjeiras (CAL), Luciana trabalha há 11 anos como atriz profissional, mas foi em 31 de maio de 2007 que encontrou sua verdadeira vocação."Quando Mateus nasceu, eu percebi que ser mãe era a melhor coisa do mundo. Mas como amo muito o teatro, porque não juntar as duas coisas?", questionou Luciana.

Com um  mês de gravidez, Lucianna entregou um projeto de  mestrado à Uni-Rio em  Teatro  arte e educação. Seu projeto defendia que o teatro deveria ser aceito nas escolas como matéria curricular comum e, para provar isso, estudou o quanto o teatro pode ser fundamental para o desenvolvimento de uma criança. "Me baseei em três estudiosos: Piaget, Paulo Freire e Vygostsky. E o resultado foi a peça Mateus e a Arca de Noé", conta Luciana.

Através de antigas teorias, Luciana encontrou duas formas para construir o teatro para bebês. "Na primeira parte do espetáculo, os bebês assistem a fada azul, minha personagem, que conta a história da arca de Noé, e soltam suas pérolas né? Tem um momento do espetáculo, que vou construir a arca de Noé com um martelo e madeira imaginária. Uma vez, um menino de dois anos me perguntou, em alto e bom som, onde estava o prego!", diverte-se a atriz. "Todos os bebês respondem e participam. Os de seis meses, um ano e dois anos. Mas cada um a sua maneira. Eles dão um espetáculo a parte".

Na segunda parte, os bebês são convidados a entrar no palco e tocar em todos os objetos de cena. "Nesse caso, eu aplico uma das teorias de Piaget, que ele chama de sensório-motor. Piaget diz que as crianças aprendem através da experiência, do reconhecimento", explica a atriz.

O espetáculo, que ficou em cartaz durante dois meses na livraria Letras & Expressões, de Ipanema, e recebeu até 100 bebês por espetáculo, tem duração de uma hora, cada parte com 30 minutos. Até o tempo de duração foi estudado. "As teorias dizem que 30 minutos é o tempo máximo de concentração do bebê", garante Luciana.

Ao final da primeira parte, como não poderia deixar de ser, o bebê cobaia de todo o projeto entra em cena. "Mateus é minha maior fonte inspiradora, meu maior espectador. Ele que aprova ou não as minhas teorias na prática. Ele entra no fim dos primeiros 30 minutos para receber os agradecimentos e brinca à beça com as crianças na segunda parte do espetáculo", orgulha-se a mãe coruja.

No momento, o teatro para bebês está fora de cartaz, mas em meados de março volta com novidades. "Tive que fazer uma pausa para as festas de fim ano e para atender a todos os pedidos da minha produtora que está com seis peças em cartaz, mas volto depois do carnaval. Estou escrevendo novas adaptações do teatro para bebês. A história do menino Mogli e da Chapeuzinho Vermelho devem virar Teatro para Bebês", revela Luciana.

Para a atriz, as diferenças do seu espetáculo para os programas desenvolvidos na Europa para ajudar no desenvolvimento dos bebês, são muitas. "Em primeiro lugar, o meu espetáculo é linear, conta uma história, e não fica soltando palavras sem uma lógica, uma seqüência. Em segundo lugar, os pais dessas crianças saem da peça com uma nova alternativa para interagir com os seus filhos. O Teatro de Bebês pode ser feito em casa com qualquer livro de histórias e eu aprendo e ensino isso a eles", explica Luciana.

 

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